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Prateleira vazia

29
Out23

Love, Theoretically - Ali Hazelwood

Margarida

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He cannot. Promise, that is. There are no reliable sources, no known quantities. We're in a sea of measurement uncertainty.

Descobri os livros da Ali Hazelwood há cerca de um ano. Uma amiga tinha o The Love Hypothesis  e emprestou-mo. Normalmente, não leio muito young adult mas a premissa interessou-me: fake dating (peço já desculpa pela quantidade de expressões inglesas que serão aqui escritas)  entre dois cientistas. Ora, sendo eu uma women in STEM, a minha curiosidade ficou despertada e lá decidi ler. Adorei-o e tirei uma nota mental para ler todos os outros livros desta senhora visto que os lançados até agora seguem mais ou menos o mesmo tema, romance num ambiente científico. Ora, finalmente, um ano depois, continuo a minha jornada de leitura com esta autora, desta vez com Love, Theoretically. 

Professionally, my life sucks a bit. Psychologically, I'm not, as some would say, "healthy". Musically, I should hire a tuba to follow me around.

Não querendo revelar muito da narrativa, este livro conta-nos a história da Elsie, uma professora de física teórica, que vive numa situação precária com a melhor amiga e que para sobreviver financeiramente tem um trabalho como namorada falsa. Este trabalho, acaba por a levar até Jack, um físico experimental, e irmão de um dos seus clientes. Inicialmente, os dois têm uma rivalidade, mas a dinâmica entre os dois vai-se revelando mais complexa ao longo do livro.

And yet, my medium mediumness is the prefect blank slate to fill. An empty canvas to paint on. A mirror, reflecting only what others care to project.

Ora bem, posso dizer que não adorei este livro tanto quanto o primeiro que li da escritora (apesar de física ser a minha área de estudo). No entanto, este livro tinha exatamente o que queria na mesma. Foi leve, engraçado, o desenvolvimento do romance foi super interessante de acompanhar e gostei imenso das personagens, tanto principais como secundárias. No geral, diverti-me imenso com a história e foi um bom romance de se ler.
Agora uma crítica. Um dos meus problemas com o primeiro livro também está muito presente no segundo: a quantidade inusitada de vezes que a personagem principal feminina diz que o personagem principal masculino é alto, grande, largo, musculado ou variantes destes mesmos adjetivos. Entendo que o homem seja atraente, mas referir uma vez por página que ele é alto e forte torna-se repetitivo e um bocadinho ridículo.

Enfim, se procuram um romance leve para se esquecerem dos vossos problemas durante umas horas, esta é uma forte recomendação.