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Prateleira vazia

28
Ago21

As dez figuras negras - Agatha Christie

Margarida

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Nada mais havia a temer! Não havia mais terrores à sua espera! Apenas uma casa moderna normal, bem construída. (...) O medo... que coisa estranho era o medo!

É uma sensação algo desconcertante a de saber o que se vai passar mas não propriamente como. Sentirmos o perigo iminente mas não a forma que este tomará. Para mim, essa sensação resume este livro.

Agora, mais concretamente: As dez figuras negras retrata a história de dez pessoas que, após serem convidadas para uma estadia numa ilha privada cujo proprietário é desconhecido, começam a ser assassinadas uma a uma. Numa perseguição da sua sobrevivência, os inquilinos começam a criar planos, alianças e paranóias de modo a tentarem entender qual o verdadeiro mestre por detrás de todo este pesadelo. O que se segue, é um retrato lento da queda até à insanidade daqueles que vão sobrevivendo e que passam os dias a temer pelo seu próprio e inevitável desfecho trágico.

Tomado de espasmos, tremiam-lhe as mãos. Acendia cigarro atrás de cigarro, que apagava quase imediatamente. A inação forçada em que se encontravam parecia exasperá-lo mais do que aos outros.

Quando iniciamos a leitura, rapidamente nos apercebemos de qual será o fim das nossas dez figuras. No entanto, a maneira como tal sucede permanece um mistério até ao momento em que, de facto, a tragédia de cada um chega.
Gostaria de dizer que antevi o final, mas não posso. Este livro levou-me a becos sem saída, portas trancadas e quartos vazios que me impediram totalmente de ver o que se estava realmente a passar. Foi um mistério que, até ao último ponto final, me agarrou completamente.

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