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Prateleira vazia

01
Out21

Sobre o Outono, e recomeços

Margarida

O último ano e meio foi particularmente complexo a nível emocional. Pareceu-me uma espécie de hibernação psicológica e agora, enquanto estudante que começou oficialmente o seu terceiro ano universitário, sinto-me uma planta a acordar de um longo Inverno e a estender as suas folhas para receber o calor. Mas é Outono, e nem o mundo, nem eu, realmente parámos de crescer. Acho que só estou agora a aperceber-me de que, no meu sono inconsciente, me transmutei em algo diferente e que preciso de me reaprender e readaptar a mim mesma.

Esta semana foi repleta de burocracias aborrecidas e adaptações emocionais do meu cérebro ao facto de já não estar de férias e ser mais difícil passar um dia na praia a realizar fotossíntese (a abundância de referências botânicas nesta publicação continua a crescer). O começo de um novo ano letivo é sempre estranho e repleto de sentimentos de inadequação da minha parte porque, às vezes, faz-me falta desligar um bocadinho da minha área de estudos durante uns tempos, ninguém aguenta equações e leis da física 12 meses por ano. Tais tempos costumam ser coincidentes com o Verão.

Assim, este ano, o Outono transformou-se numa espécie de reencontro comigo mesma. Estou a tentar transformar a maneira como interajo com o mundo à minha volta e a tentar ganhar um maior controlo sobre as minhas emoções ao mesmo tempo que reflito sobre o meu futuro não assim tão longínquo e começo a planear projetos, estágios, intercâmbios...

Ainda me falta um bocadinho de coragem para encarar o futuro de frente e sem ânsias, mas sabe bem recomeçar e dar um passo em frente.

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